ALUISIO CARVÃO

Aluísio Carvão (Belém PA 1920 - Poços de Caldas MG 2001). Pintor, escultor, ilustrador, ator, cenógrafo, professor. Inicia sua atividade artística como ilustrador, no Pará. Atua também como escultor e cenógrafo. Passa a dedicar-se à pintura em 1946, quando realiza sua primeira exposição individual no Amapá, onde reside temporariamente. Em 1949 é contemplado pelo Ministério de Educação e Cultura - MEC com uma bolsa destinada a professores de artes e muda-se para o Rio de Janeiro. Ingressa no curso livre de pintura de Ivan Serpa (1923-1973), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1952. Integra o Grupo Frente entre 1953 e 1956, e toma parte das principais exposições coletivas ligadas ao concretismo brasileiro, como a 1ª Exposição Nacional de Arte Abstrata, em 1953, em Petrópolis; as mostras do Grupo Frente realizadas no Rio de Janeiro, em 1954 e 1955; e a 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, em São Paulo, em 1956, e no Rio de Janeiro, em 1957. Entre 1957 e 1959, leciona no MAM/RJ, substituindo Ivan Serpa. Realiza uma exposição individual na Galeria de Artes das Folhas em 1958, em São Paulo.

Assina, com os artistas Amilcar de Castro (1920-2002), Franz Weissmann (1911-2005), Lygia Clark (1920-1988), Lygia Pape (1927-2004) e o poeta Reynaldo Jardim (1926- ), o Manifesto Neoconcreto, escrito por Ferreira Gullar (1930- ) em 1959. Com esse grupo de artistas, participa da Exposição de Arte Neoconcreta, em 1959, no Rio de Janeiro, também exibida em São Paulo e Salvador.

Em 1960, participa da mostra Konkrete Kunst, em Zurique, e da Exposição de Arte Neoconcreta, em Munique. É contemplado no Salão Nacional de Arte Moderna com o prêmio de viagem ao exterior. Como artista visitante, ingressa na Hochschule für Gestaltung - HfG [Escola Superior da Forma], em Ulm, na Alemanha. Viaja por vários países da Europa e retorna ao Brasil em 1963. Torna-se professor do MAM/RJ e da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage). Entre 1966 e 1979, trabalha na área de artes gráficas e desenho industrial, produzindo cartazes, capas de livros e selos. Participa com dois trabalhos da mostra Nova Objetividade Brasileira, no MAM/RJ, em 1967.

Na década de 1980, integra diversas retrospectivas sobre arte concreta e neoconcreta. Uma importante retrospectiva do artista é realizada em 1996, no Museu Metropolitano de Arte de Curitiba, e segue para o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM/BA), Salvador, e MAM/RJ. Com outros artistas, participa da exposição Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, realizada em 1998 no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e em 1999 no MAM/RJ. As obras de Aluísio Carvão são apresentadas em diversas Bienais Internacionais de São Paulo; na 4ª Bienal de Tóquio, em 1957; e na 1ª Bienal Interamericana do México, em 1958.

VOLTAR



1/3         < anterior     próximo >
1982 - 73x116cm - sem título - tempera s/ tela
Foto: Jaime Acioli